"Genética, Selecção e Qualidade" por: LUIS GRENCHO

Abordo este tema por chegar a conclusão ao fim de algum tempo a criar aves (Roseicollis principalmente), que não se consegue ser um bom criador sem dominar minimamente a genética, e os princípios base para a criação de cada espécie de ave, pois está nestes conceitos a base para se ter bons exemplares, e consequentemente boas crias, não podendo depois deixar de lado a selecção sobre a qualidade das aves que temos no nosso plantel (reprodutores) e depois mais tarde, e reforço esta etapa em particular, pois é a partir delas (crias) que iremos fazer e dar inicio ao nosso plantel pois todos nós para começar-mos temos de adquirir aves que são nossas e não o são, nossas, e essas sim, fruto do nosso trabalho, são as crias que se devem á nossa perspicácia, conhecimento, e a pontinha de sorte que também ajuda, pois a criação de aves não é uma ciência exacta, e a sorte também ajuda um pouco, mas, também não podemos acreditar que a sorte faz tudo, sem bons reprodutores dificilmente se terá boas crias, e ainda assim podemos comprar boas aves a outro criador e o resultado desses reprodutores não ser bem o esperado por nós, dai a importância do conhecimento detalhado e adequado a cada espécie.
Infelizmente, existe um pouco em Portugal uma mentalidade um pouco nossa (povo Português), felizmente, e digo assim pois nalguns pontos as mentalidades parecem estar a mudar para melhor no geral, já de certeza todos nós ouvimos, “ eh, esta ave para mim dá”, “é só para brincar”, não vou dar x ou y € por um pássaro que é "quase" igual a um que tenho”, ou “os meus são muito melhores que aqueles que estavam lá na exposição”, e depois ao fim de alguns anos a criar e a expor aves não se consegue chegar aos resultado que nós pensavamos atingir (por culpa nossa), pois com aves fracas é dificil ter algumas aves muito boas, algumas boas que formam um plantel homogéneo, e mesmo assim teremos muitas aves “boas” no plantel , mas que para o nosso objectivo não servem, quer seja pela sua genética, cor, porte, desenho, etc, etc, não ser o ideal para o Standard desejado para essa espécie e para a nossa selecção, essas teram de ser “eliminadas” da reprodução, mesmo que por vezes pareçam ao menos conhecedor excelentes, e provavelmente até serão para quem se vai iniciar “o principio”, a base de algo que começa ai, desde que claro essas aves provenham de progenitores dentro do pretendido para a espécie e as mesmas carreguem um patrimonio genético forte dentro delas.
Atrás sublinhei a palavra “quase”, pois aqui está a pequena grande diferença, “quase” significa que não está completo, que falta um pouco para, esse pouco faz toda a diferença.
Ninguém nasce ensinado, mas compete a quem quer dar inicio a criação de aves (e falo criação com seriedade, independente de ser para venda, exposições ou simplesmente para desfrutar dela), ser responsável em procurar, lendo, investigando, ou pedindo ajuda a quem conhece melhor, sobre as bases da mesma e como manter aves em cativeiro, alimentação e outros cuidados essências, pois não podemos esquecer que elas dependem totalmente de nós para viver como qualquer ser vivo ao nosso cuidado. Escrevo isto mais por ter vindo a aperceber-me o como é difícil arranjar aves de qualidade (e digo qualidade genética-fenotipo e genotipo da espécie), não aspecto exterior como plumagem bonita, limpa, saudável, etc, mas sim qualidade do seu património genético que se quer perpetuar, e o que muitas vezes acontece é que em nada correspondem ao que deveria ser para essa espécie.
Com ao aumento da criação de aves em cativeiro vem por vezes a irresponsabilidade de quem cria aves sem controlo genético mínimo, para se preservar a qualidade da espécie em cativeiro e assim evitar ao máximo que esse património genético que nós utilizamos para nosso prazer não seja destruído e possamos continuar este nosso hobbi com seriedade e respeito para com as nossas aves, e se evite ao máximo recorrer constantemente á natureza para retirar mais e mais aves muitas vezes depois mal tratadas, natureza essa que já nos deu tanto e nós não sabemos por vezes agradecer, pois essa já sofre diariamente com a nossa irresponsabilidade e ganância exacerbada em destruir tudo por onde passamos (a espécie Humana é assim).
Eu, como todos nós Humanos não sou perfeito, mas tento pelo menos fazer as coisas o mais acertado possível, (e pergunta quem lê estas palavras, o que tem isto a ver com genética/selecção/qualidade), tem tudo, pois custa ver, em lojas, criadores (será que são), etc, etc, aves completamente desvirtuadas e fora do padrão da espécie, sem valor comercial e muito menos genético, será que não será melhor ter menos mas bom, será que não é melhor criar menos e melhor e vender mais caro porque é melhor do que vender centenas, milhares de aves de má qualidade ao desbarato, para no final receber o mesmo valor que se criasse 10, 20, 30..... aves mas de qualidade que valeriam o mesmo preço que essas centenas, só que com a agravante de “enxarcar” o mercado com aves medíocres, e a que preço para as espécies??, a degradação do património genético que levará ao desaparecimento das espécies tal como deveriam ser??
Quando alguém aborda um criador (falo criador), para adquirir uma ou mais aves (falo aves de qualidade), e pergunta o preço, e lhe é dito x, y ou z (compreendo que por vezes nem toda agente possa despender certos valores por uma ave) a pessoa achar muito caro, e dizer eu vi aqui ou ali aves iguais a metade do preço, será que geneticamente e visualmente serão mesmo iguais??, se calhar serão "quase" iguais, o quase faz toda a diferença, não ficará o criador iniciado, ou mesmo o simples amante de aves melhor servido com uma ou duas aves só, de qualidade melhor do que começar com 10 quase iguais, e depois mais tarde quando adquirir conhecimentos e o bichinho da reprodução atacar, ter de andar bastante para trás vendendo todas as aves (ao desbarato por vezes) para depois começar novamente!!, e provavelmente terá depois de pagar mais caro ainda.
Ou mais tarde quando vir que afinal comprou um Agaporni, que afinal não é peixe nem é carne, não é roseicolli, Fisheri, nem ………., mas sim uma ave que poderia ser mas não é!!!, hoje é “apenas” o dono de uma ave, amanhã poderá aspirar a ser o dono de muitas, e de certeza que prefere ser de uma ave de qualidade do que de outra qualquer coisa parecida com uma "quase" ave de qualidade que não serve para dar inicio ao seu hobbi.
Por esta e por outras razões mais, genética, selecção e qualidade tem de fazer parte do vocabulário de cada criador ou dono de ave que se preze, tenha o mínimo de noção quando for adquirir um ave no futuro.
Depois destas palavras e segundo a “receita” que me parece a mais correcta:
- pegue em aves de qualidade
- deia-lhes uma boa alimentação de acordo com a espécie
- higiene na habitação, e muito importante aonde se encontram os alimentos (custa muito ver uma ave quase sem agua e suja)
- espaço minimamente adequado á criação e depois ao crescimento
- não utilize produtos químicos e farmacêuticos de forma abusiva e desadequada sem saber porquê
- se a tudo isto, juntar uma grande dose de carinho, respeito e dedicação, de certeza que será enormemente recompensado com a satisfação e alegria de trazer ao mundo crias de aves, bonitas, geneticamente correctas e fisicamente aptas e saudáveis para perpetuar a sua e nossa passagem por este mundo de uma forma mais correcta e consciente.
Pense nestas palavras da próxima vez que pensar em adquirir aves.

Autor:
Luis Grencho


 

 

Criar á Mão

 

CRIAR Á MÃO POR FREDERICO LISBOA

 

 
Materiais Necessários
O material geralmente utilizado para alimentar a ave é uma colher, seringa ou sonda no papo. Eu utilizo a seringa enquanto a ave é muito nova (poucos dias), porque necessita de comer mais devagar é mais frágil, optando depois por a sonda no papo.
Colher ---- Seringa ---- Sonda no papo

1. Colher - Tem que imitar mais ou menos o bico inferior dos pais, no sentido de ter as bordas laterais dobradas. A colher apresenta vários tamanhos, consoante o tamanho da ave. É um sistema simples e apropriado para principiantes, porque os riscos de pneumonia de engasgo e subnutrição são muito reduzidos. O manuseamento é fácil e o material pode facilmente ser limpo e desinfectado.
2. Seringa – Existem vários tamanhos de seringas dependendo do tamanho da ave em causa, terá que ser descartáveis e sem agulha. Administração da papa tem que ser feita a uma velocidade que permite que o pássaro tenha um reflexo normal para engolir. Para obter uma forma eficaz de administração, a seringa deve ser introduzida no lado direito do bico, e esvaziando-a em direcção ao lado esquerdo da garganta Se a pressão for grande o pássaro engasga-se, e se administração for lenta alguns podem desenvolver o reflexo de mendicidade agressiva, fazendo derramar muito alimento. Pode ser usada a mesma seringa desde que esta seja regularmente enxaguada e desinfectada.
3. Sonda no Papo (seringa com tubo de plástico) – Neste caso o alimento é levado directamente para o papo através da sonda. Para isto é necessário introduzir a sonda no lado direito do bico, esvaziando-a em direcção ao lado esquerdo da garganta, procurando o início do esófago. Quando os pássaros depois de uns dias, estiverem acostumados com este método de alimentação, apresentarão um reflexo automático para deixar a sonda escorregar para dentro. É preciso muito cuidado para não levar a sonda até à traqueia.
Este método por outro lado tem desvantagens, porque chegando à idade do desmame, as aves terão mais dificuldades em comer sozinhas por não saber o sabor da papa; sendo este também um método de alimentação muito forçada, que facilmente provoca feridas no papo e problemas de digestão, ao qual aconselho apenas a criadores experientes. Mesmo assim não deixa de ser uma forma de alimentação rápida e eficaz.
Fabrico da Sonda: Tubo para filtro de aquários, com cerca de 5 cm; cole bem um tubo à ponta da seringa de maneira a que por qualquer motivo este não fique retido no papo e provoque a morte ao pássaro.
Para aves de pequeno porte caturras,utilizo somente a seringa, para os alimentares lentamente e com mais prudência.

Local de Criação
O Local de criação da ave pode ser uma caixa de madeira ou uma simples criadeira artesanal, o importante é estar sempre bem aquecida, com um ambiente húmido e higienizada.

O uso de lâmpadas (infravermelhos, cerâmicas), termómetros e termóstatos são equipamentos utilizados para manter a temperatura ideal dos filhotes. Considero-os necessários quando a temperatura for bastante baixa como é o meu caso, onde a temperatura no Inverno ronda os 2º C.

Fonte Frederico Lisboa http://www.naturezactiva.com/

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